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Domingo, Junho 27, 2004 Nove Meses E a semente, felizmente, caiu em terra fecunda Encontrou seu nutriente Germinou, criou raízes. Os talos verdes, antes frágeis, hoje dão mais segurança às folhinhas pendulantes Que enfeitam a pequena árvore. Nove meses de namoro Tempo igual à gestação... Nasceu um carinho imenso Respeito e compreensão... Amor é fruto difícil Depende da estação Estamos na primavera Logo chegará o verão... Anna Paola 27/06/04 postado por: Anna Paola 2:21 PM Deixe aqui seu comentário:
Quarta-feira, Junho 09, 2004 Inverno Inverno não é tempo de um !!! Inverno é tempo de dois... Tempo de tudo em dobro: Duas meias... Duas calças... Duas blusas... Um, com esse frio, congela. Já um casal... quebra o gelo, Debaixo das cobertas Produzem muito calor... O calor gerado esquenta o corpo E o corpo quente... Ai, como aquece o amor... postado por: Anna Paola 9:14 PM Deixe aqui seu comentário:
Quarta-feira, Maio 26, 2004 A praça da Liberdade A Praça da Liberdade Gira incansavelmente, Todos os dias e noites, Sempre em sentido anti-horário... As engrenagens dessa máquina São pares de tênis, Chinelos, bengalas, patas Que andam ou correm, sempre em sentido anti-horário... Enquanto algumas pernas cansam E deixam temporariamente a roda viva, Outras estão chegando Com ânimo novo, Para render os exaustos Que saem pela tangente... Assim a praça gira sempre. A praça da Liberdade gira Em sentido anti-horário, Mas o tempo segue correndo, indiferente. segundos que viram minutos, que viram... Os donos das canelas não podem perder a hora... Queria a liberdade De não ter que marcar o tempo De não definir o meu dia Pelos ponteriros do relógio... Anna Paola 03/06/04 postado por: Anna Paola 10:56 AM Deixe aqui seu comentário:
Terça-feira, Maio 18, 2004 Oração ao sol Oh, raio dourado que vem do céu De tão alto desce... Vêm ao meu encontro, Me aquece! O corpo... A alma... O coração... Oh, sol, Ouve essa prece!!! Anna Paola 18/05/2004 postado por: Anna Paola 9:19 PM Deixe aqui seu comentário:
![]() Registrada no Civil, batizada no Cristã. Moça feita. Igualada de bons dentes sem falha nem ponto de ouro. Nem alta nem baixa. Meiã de altura. Cintura fina de duas mãos abarcar. Boas cores de sadia. Moça da roça assinando o nome, lendo por cima. Seu sinal de maior: duas tranças bem fornidas alcançando a barra da saia, barrendo o chão. Trecho do poema "As tranças de Maria" de Cora Coralina postado por: Anna Paola 7:05 PM Deixe aqui seu comentário:
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